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Ministra Dilma Roussef recebe carta manifesto de ambientalistas
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Foto de Jefferson Mota

Ambientalistas gaúchos conseguiram uma brecha na agenda oficial da ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, sexta-feira (14/03), na passagem dela pela capital gaúcha, para entregar-lhe uma muda de araucária e cópia da carta de conclusões do III Fórum sobre o Impacto das Hidrelétricas no RS, realizado quinta-feira, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Na carta, assinada por seis ONGs, elas reivindicam a retirada da Hidrelétrica do Pai-Querê da lista de obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal.
“Este é um movimento em busca do diálogo com os gestores públicos, uma intenção de aproximar reais demandas da sociedade, expressas nos movimentos sociais organizados, com os planos, projetos e políticas governamentais”, disse o secretário-executivo do Instituto Biofilia, Felipe Amaral, presente ao encontro com a ministra. A conversa aconteceu logo após ela ter falado durante três horas a deputados, vereadores, prefeitos e apoiadores do Governo Federal sobre o PAC, no auditório Dante Barone da Assembléia Legislativa.
A muda de araucária presenteada à ministra, explicou Felipe, representa simbolicamente as mais de 180 mil araucárias que vão desaparecer, caso a Hidrelétrica de Pai-Querê seja construída.  No total, são mais de 3 milhões de outras árvores estimadas para os 3.940 hectares que podem ser inundados.

Compensação por Barra Grande

O ambientalista lembra que uma Unidade de Conservação na região do Pai-Querê está prevista no Termo de Compromisso assinado pelo próprio governo como forma de compensação pelas irregularidades na obra da UHE de Barra Grande. A ministra recebeu o documento e prometeu que iria lê-lo com atenção posteriormente.
A estratégia as ONGs, desde a realização do Fórum, envolve o contato direto com os senadores, deputados estaduais e federais do RS e SC em busca de apoio contra a obra. “Queremos ser um Estado de ponta em energias limpas, renováveis, não em tecnologias ultrapassadas que produzem pouca energia e destroem a biodiversidade”, concluiu Felipe.
Uma curiosidade entre os presentes no encontro é o destino que terá a mudinha de araucária, que ficou aos cuidados dos assessores da ministra. Detalhe: nenhuma linha sobre o fórum da quinta-feira e o encontro com a ministra foi publicada na imprensa local.

 

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